Evento ABRH-CE EA+ Encontro com o associado - edição do mês de março

A ABRH Ceará promoveu, no dia 18 de março, no Auditório do RioMar Fortaleza, o evento “Unidos pelo respeito e pela dignidade: o papel das organizações na proteção da mulher”. O encontro marcou a assinatura de um importante termo de cooperação técnica com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e reuniu profissionais e gestores de Recursos Humanos para debater o combate à violência e o papel do ambiente corporativo na identificação e amparo às vítimas. Reforçando a responsabilidade social das organizações, a presidente da ABRH-CE, Kássia Sales, destacou o poder de transformação do setor: “Nós somos uma comunidade de profissionais de recursos humanos que mudamos a sociedade. Esses valores precisam transbordar de dentro da organização para as comunidades, e é uma forma da gente dizer que nós não toleramos a violência contra a mulher”.


A parceria firmada com o TJCE visa exatamente criar e implementar protocolos de prevenção e acolhimento direto nas empresas, facilitando o acesso célere das colaboradoras a medidas protetivas. A desembargadora Dra. Vanja Pontes, presidente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica, enfatizou que a proximidade diária torna os gestores peças-chave na observação de mudanças de comportamento de vítimas em sofrimento. “Quem identifica primeiro isso é o pessoal de RH. E havendo essa identificação, nós precisamos sim construir esse protocolo. Nós estamos precisando mudar as culturas da nossa sociedade, somos nós os agentes e as agentes de mudança”, ressaltou a magistrada.


Além do aspecto legal, o evento abordou a necessidade de proporcionar segurança emocional às mulheres para romper o ciclo de abusos estruturais, que muitas vezes resulta em subnotificações e isolamento no ambiente laboral. A delegada da Polícia Civil, Monique Teixeira, alertou que as empresas precisam ter coragem de enfrentar o problema sem focar apenas na produtividade e que o amparo inicial deve ser humanizado. “A primeira atenção dentro de contextos de crime e de violência contra a mulher é a psicológica. Eu preciso sim fortalecer essa mulher e fazer ela perceber que ela nunca foi e nunca será responsável por uma violência que ela sofreu. Ela foi e é apenas vítima”, explicou a delegada, lembrando que é indispensável que o RH ofereça esse primeiro suporte acolhedor.


Com essa iniciativa, a ABRH Ceará e seus parceiros deixam claro que o combate à violência de gênero exige um esforço coletivo e contínuo. Ao munir os profissionais de RH com conhecimento e ferramentas de acolhimento, espera-se que as empresas assumam o seu papel fundamental de agentes transformadores, garantindo espaços de trabalho cada vez mais seguros, acolhedores e promotores da dignidade para todas as mulheres.